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Um verdadeiro líder não é vítima

  • Foto do escritor: Rogério Mazzetto Franco
    Rogério Mazzetto Franco
  • 22 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Um líder de verdade não se coloca como vítima e não espera que o destino decida por ele. Um líder assume a responsabilidade de escrever a própria história com coragem e firmeza. Jair Bolsonaro falhou nesse ponto essencial. Ele foi fraco ao não defender a Constituição, que deveria ter sido a sua arma máxima contra abusos e ilegalidades. Ao hesitar, permitiu que adversários poderosos, internos e externos, avançassem com ações que atingiram não apenas o seu governo, mas também o direito de todo brasileiro que desejava um país mais livre, justo e digno para seus filhos. Sua fragilidade diante da lei custou caro a ele e ao povo.


Quando um líder verdadeiro enfrenta perseguições, ataques e injustiças, ele não recua. Ele se posiciona como guardião da ordem e da legalidade, sustenta o peso das adversidades e mantém a cabeça erguida mesmo quando o caminho se torna árduo. Bolsonaro não agiu assim. Deixou que arbitrariedades se acumulassem e, ao não reagir com a firmeza exigida, abriu espaço para que seus inimigos mais determinados o envolvessem e desmontassem parte do projeto que representava para milhões de pessoas.


Ao longo da história, líderes que enfrentaram desafios semelhantes mostraram um padrão completamente diferente. Ronald Reagan enfrentou grandes desafios durante seus dois mandatos (1981-1989), principalmente no contexto da fase final da Guerra Fria. Sua política externa, conhecida como a "Doutrina Reagan", era marcadamente anticomunista e visava contrapor a influência soviética globalmente.

Margaret Thatcher enfrentou a força de sindicatos que buscavam dominar o governo britânico e resistiu com convicção, mesmo quando cercada por oposição feroz. Ela não se deixou intimidar, manteve o rumo das reformas e defendeu o mercado livre com clareza estratégica.


Donald Trump, em seu governo atual, demonstra essa firmeza ao enfrentar uma esquerda interna que tenta desestabilizar sua administração com atos de insurreição popular e com campanhas permanentes de desinformação. Ele também enfrenta inimigos externos comunistas que buscam expandir sua influência sobre as nações livres. Trump age com a determinação que se espera de um líder consciente de que suas atitudes não dizem respeito apenas ao presente, mas ao destino de seu país e ao equilíbrio do mundo livre. Ele mostra que a autoridade de um governante não pode ceder diante da pressão de grupos internos hostis nem diante da ameaça internacional que deseja subjugar sociedades democráticas. Esses líderes tinham um traço em comum, pois compreendiam que vacilar no momento decisivo era entregar o futuro àqueles que desejavam manipular o poder à revelia da sociedade.


Aristóteles nos ensina que a coragem não é ausência de medo, mas a decisão racional de enfrentar o perigo por um bem maior. O líder que compreende essa virtude encara o sacrifício sabendo que está protegido pela justiça de seus atos. Bolsonaro, ao não se apoiar plenamente na Constituição, faltou com essa coragem estratégica. Essa omissão fragilizou sua posição e abriu caminho para que forças contrárias ao ideal de liberdade expandissem seu domínio.


A consequência de tudo isso está evidente diante dos olhos de qualquer observador atento. Bolsonaro não perdeu apenas uma disputa política, mas comprometeu o destino de brasileiros que depositaram nele esperança de mudança. A injustiça que recai sobre ele existe, porém também nasce da falta de reação no momento em que a força da lei deveria ter sido defendida com rigor. Ele poderia ter reforçado a legalidade, protegido a Constituição e enfrentado o abuso institucional com a energia necessária. Em vez disso, permitiu que seus adversários agissem com liberdade para desmontá-lo e desmobilizar seu projeto.


A prisão de Bolsonaro deve servir como alerta. Liderar exige convicção, coragem, estratégia institucional, força moral e defesa incansável da Constituição. Um verdadeiro líder enfrenta a pressão, suporta o sofrimento, encara a humilhação quando necessário, mas jamais abandona o dever de proteger a lei maior. Ao falhar nesse ponto, Bolsonaro comprometeu não apenas sua própria trajetória, mas também a de uma nação que confiava nele.


Se quisermos evitar que esse erro se repita, é necessário aprender com os líderes que resistiram com firmeza, como Reagan, Thatcher, Trump e também compreender a lição filosófica de Aristóteles sobre a coragem. A liberdade só se mantém quando o líder não recua diante das forças que buscam destruí-la. É assim que se escreve um destino digno, e é assim que se protege o futuro de um país inteiro.



 
 
 

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