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Um verdadeiro líder não é vítima

  • Foto do escritor: Rogério Mazzetto Franco
    Rogério Mazzetto Franco
  • 22 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de fev.

Um líder verdadeiro assume o comando do próprio destino e sustenta o peso das decisões sem buscar abrigo na vitimização. Liderança exige responsabilidade coragem e firmeza. Jair Bolsonaro falhou nesse ponto central. Ele abandonou a Constituição no momento em que ela deveria ter sido empunhada como instrumento de defesa contra abusos e ilegalidades. A hesitação permitiu o avanço de forças hostis internas e externas que atingiram seu governo e feriram o direito de milhões de brasileiros que desejavam liberdade justiça e dignidade para seus filhos. A fragilidade diante da lei produziu um custo elevado pessoal e nacional.


A perseguição testa a substância de um líder. A resposta correta afirma a ordem sustenta a legalidade e enfrenta a adversidade com postura ereta. Bolsonaro cedeu. A acumulação de arbitrariedades encontrou silêncio estratégico e abriu espaço para inimigos organizados que cercaram sua figura e desmontaram parte do projeto que representava esperança para muitos.


A história registra outro padrão em líderes que enfrentaram desafios semelhantes. Ronald Reagan conduziu seu país com convicção durante o período decisivo da Guerra Fria e sustentou uma política anticomunista clara orientada por força institucional.


Margaret Thatcher enfrentou sindicatos poderosos resistiu à intimidação manteve o curso das reformas e defendeu o mercado livre com clareza e determinação.


Donald Trump demonstra firmeza ao enfrentar uma esquerda interna empenhada em desestabilizar sua administração por insurreição e desinformação e ao conter pressões externas de regimes comunistas. Esses líderes compreenderam que vacilar no instante decisivo entrega o futuro a quem deseja manipular o poder contra a sociedade.


A coragem define a liderança. A virtude consiste em enfrentar o perigo por um bem maior com decisão racional. O governante que entende isso aceita o sacrifício sob a proteção da justiça de seus atos. Bolsonaro afastou-se dessa coragem estratégica ao não se apoiar plenamente na Constituição. A omissão fragilizou sua posição e ampliou o espaço para forças contrárias à liberdade.


O desfecho está à vista. A derrota ultrapassou a arena eleitoral e comprometeu expectativas legítimas de brasileiros que confiaram na mudança. A injustiça existe e convive com a ausência de reação no momento em que a lei exigia defesa rigorosa. A legalidade poderia ter sido reforçada o abuso institucional enfrentado com energia e estratégia. A escolha foi a permissão tácita para que adversários atuassem livremente e desmontassem seu projeto.


A prisão de Bolsonaro impõe uma lição severa. Liderar exige convicção coragem estratégia institucional força moral e defesa permanente da Constituição. O líder suporta pressão sofrimento e humilhação quando necessário e preserva o dever de proteger a lei maior. A falha nesse dever compromete trajetórias pessoais e destinos nacionais.


Evitar a repetição desse erro exige aprendizado com líderes que resistiram com firmeza e com a compreensão clássica da coragem. A liberdade permanece quando o líder não recua diante das forças que buscam destruí-la. Assim se escreve um destino digno e assim se protege o futuro de um país inteiro.



 
 
 

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