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A Destruição Silenciosa do Ocidente e a Inevitabilidade da Guerra

  • Foto do escritor: Rogério Mazzetto Franco
    Rogério Mazzetto Franco
  • 6 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

A corrosão interna promovida pela esquerda fragiliza Estados, desarma sociedades e cria o terreno geopolítico ideal para a eclosão de um conflito global. A terceira guerra mundial não virá por explosão súbita, mas como conclusão lógica de uma civilização que desistiu de si mesma.


A decomposição do Ocidente não decorre de forças externas, mas da infiltração interna de uma ideologia que se apresenta como defensora da humanidade, mas opera objetivamente no sentido oposto. A esquerda moderna, com seu discurso de inclusão e justiça, enfraquece instituições, destrói a moral coletiva, transforma cidadãos em dependentes e paralisa a capacidade de autodefesa das democracias. O que ela promete como redenção social se concretiza como falência civilizacional.


O processo é sempre o mesmo, concentra poder estatal sob o pretexto de corrigir desigualdades, cria uma dependência psicológica que infantiliza cidadãos e estimula ressentimentos, transforma instituições públicas em máquinas pesadas e incapazes de responder a crises, empobrece economias e destrói incentivos produtivos. Não derruba o Estado, mas o esvazia; não elimina a lei, mas a deforma; não extingue a cultura nacional, mas a dilui em relativismos que anulam qualquer referência sólida. A consequência é uma sociedade sem bússola moral, sem senso de continuidade histórica e sem capacidade de reagir às ameaças que surgem no mundo real.


Esse processo interno gera um efeito geopolítico direto. Estados enfraquecidos perdem capacidade dissuasória, tornam-se alvos fáceis e passam a depender de alianças com regimes que os instrumentalizam. A esquerda, que afirma defender direitos humanos, demonstra tolerância sistemática com ditaduras religiosas, teocracias violentas, narco-regimes e totalitarismos diversificados. O que parece incoerência é método. A corrosão do Ocidente exige a neutralização de sua moral, de sua identidade e de seu poder. A melhor forma de desarmar o inimigo não é atacá-lo com tanques, mas dissolvê-lo por dentro.


A imigração indiscriminada, tratando fluxos massivos como imperativo moral, segue a mesma lógica. Uma coisa é acolher imigrantes assimiláveis e produtivos; outra, bem diferente, é destruir a coesão cultural permitindo a formação de enclaves hostis ao país receptor. O que se apresenta como hospitalidade humanista é, na prática, engenharia social destinada a fragmentar a identidade nacional e a criar bolsões eleitorais dependentes. Um Estado que não controla suas fronteiras já perdeu metade da guerra antes de ela começar.


O narco-terrorismo é tratado como consequência da injustiça, quando na verdade é consequência do abandono deliberado da ordem. O crime organizado passa a ocupar espaços que o Estado deixou vagos e, após assumir funções que deveriam ser estatais, transforma-se em poder paralelo. O discurso sociológico legitima o que deveria ser reprimido. Isso desnuda a lógica da esquerda, destrua a autoridade e aquilo que a substitui ganha legitimidade moral.


Essa erosão não fica sem efeito estratégico. Regimes autoritários observam o enfraquecimento ocidental não como espetáculo, mas como oportunidade. O mundo não caminha para a guerra porque alguém precisa dela, mas porque ninguém mais tem força para evitá-la. A paz não é uma condição natural; é uma construção que exige instituições fortes, economia robusta e sociedade coesa. A esquerda remove essas três vigas e vende esse processo como progresso moral.


A terceira guerra mundial, portanto, não será desencadeada por fanatismo nuclear repentino. Será consequência de uma civilização que renunciou à sua própria defesa. O inimigo externo não cria a guerra; apenas preenche o vazio deixado pela autonegação interna. A história mostra que nenhuma civilização cai sem que predadores a rodeiem. E predadores sempre chegam quando o cheiro da fraqueza se espalha.


A destruição do Ocidente está em curso não por armas, mas por ideias. A guerra que virá não será acidente, mas desfecho.



 
 
 

1 comentário


Cristiane
08 de dez. de 2025
​É uma doutrinação tão potente que faz com que as pessoas ajam como se tivessem apenas o sistema límbico. ​E o pior, assumem uma postura comportamental e passam a viver sem raciocínio, apenas reproduzindo o que lhes cai bem aos ouvidos, ainda que firam seus princípios, que a essa altura já nem sabem mais se os têm e quais são. ​Piora ainda mais quando essa conduta é de alguém com poderes, ainda que temporários, e que faz da sua vontade soberana.

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