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O Inimigo Está Dentro

  • Foto do escritor: Rogério Mazzetto Franco
    Rogério Mazzetto Franco
  • 7 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Se considerarmos os elementos que estão postos — como as denúncias de ingerência externa por parte de órgãos como a USAID, CIA, Atlantic Council e outras ramificações do que se chama de deep state americano — além da atuação de agências de checagem manipuladas e a evidente parceria entre esses órgãos e setores do Judiciário brasileiro, torna-se impossível ignorar o cenário de ocupação institucional. O que está em jogo não é apenas uma eleição ou mesmo o mandato de um presidente. O que está em jogo é o modelo de civilização brasileira.


A luta, portanto, é entre dois paradigmas: o da liberdade, da soberania nacional, da cultura cristã ocidental — contra o paradigma globalista, relativista e centralizador, cuja principal expressão no Brasil se materializa hoje no consórcio formado por setores do STF, grandes meios de comunicação, universidades capturadas ideologicamente e partes das forças armadas e de segurança.


Nesse contexto, o cenário mais provável, caso não ocorra nenhuma ruptura institucional significativa, é o endurecimento do regime atual. Esse endurecimento virá acompanhado de um verniz democrático — mantendo a aparência de legalidade — mas com a progressiva supressão das liberdades civis, a censura cada vez mais aberta de opositores, a criminalização do conservadorismo e o uso de instituições estatais para perseguir adversários políticos e ideológicos. A máquina estatal será instrumentalizada para esmagar o dissenso, e tudo isso sob a justificativa de defender a própria democracia. Trata-se de um regime de exceção disfarçado de normalidade jurídica.


Entretanto, se as tensões atuais — como a pressão de parlamentares, a paralisia legislativa, a recusa em votar pautas importantes até que a anistia dos presos políticos e os pedidos de impeachment avancem — continuarem a escalar, não se pode descartar algum tipo de resposta institucional mais agressiva. Isso pode vir na forma de prisões, suspensão de mandatos, repressão de protestos ou, até mesmo, novas intervenções diretas do STF no funcionamento do Legislativo. Não seria, como diria a velha narrativa, um “golpe”, mas sim a continuação do processo iniciado em 2022, agora sob uma roupagem mais consolidada e sem disfarces.


Ainda assim, a única chance real de reverter esse processo é o surgimento de um movimento político e cultural genuíno, enraizado na sociedade civil e orientado por valores perenes. Um despertar popular que vá além da indignação digital e da retórica vazia. Será preciso estruturar lideranças autênticas, formar redes de apoio jurídico, tecnológico e comunicacional, e promover uma contra-ofensiva cultural baseada na verdade, na tradição e na fé. Sem isso, tudo o que resta é o espetáculo do colapso anunciado.


O professor Olavo de Carvalho sempre dizia que “você só tem o que conhece”. Se o povo brasileiro não compreender o que está em jogo — se a direita continuar presa a slogans, memes e sentimentalismo — a esquerda globalista, com todos os seus tentáculos bem-financiados e organizados, continuará moldando o Brasil à sua própria imagem e semelhança. Ainda há tempo. Mas é preciso compreender que só há um destino inevitável para os covardes: a servidão.



 
 
 

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