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O Brasil Caminha Rumo à Venezuelização: O Crime Organizado como Poder Paralelo

  • Foto do escritor: Rogério Mazzetto Franco
    Rogério Mazzetto Franco
  • 25 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de fev.

O Brasil vive uma realidade alarmante. Cerca de vinte e seis por cento da população mais de cinquenta milhões de pessoas vivem sob o domínio direto de facções criminosas. Esse quadro coloca o país na liderança latino americana em governança criminal. Essa condição expressa uma crise institucional profunda. A continuidade desse processo empurra o Brasil para a condição de narcoestado.


O avanço do narcotráfico na América Latina confirma um padrão recorrente. Organizações criminosas prosperam onde o Estado se enfraquece. A corrupção institucional abre caminhos. A conivência política consolida territórios dominados pelo crime. Cartéis e facções passam a controlar regiões inteiras. Influenciam eleições. Infiltram estruturas de governo. Esse roteiro já se repete diante dos olhos do Brasil. A impunidade e a leniência alimentam esse avanço.


A Venezuela sob Nicolás Maduro oferece o retrato acabado dessa degradação. O Estado coopera com o crime organizado. O Cartel de los Soles reúne militares de alto escalão envolvidos diretamente no tráfico internacional de drogas. Autoridades do regime sustentam essa engrenagem criminosa. A fusão entre poder estatal e narcotráfico destruiu qualquer vestígio de soberania real.


O Brasil segue a mesma trilha com velocidade crescente. Facções como o PCC e o Comando Vermelho expandem domínio territorial. A tríplice fronteira se tornou corredor estratégico do tráfico e do contrabando. A ausência efetiva do Estado fortalece redes criminosas transnacionais. O poder paralelo se impõe pela força e pelo medo.


A situação se agrava por decisões políticas deliberadas. Em maio de dois mil e vinte e cinco o governo federal recusou o pedido dos Estados Unidos para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A justificativa jurídica serviu como escudo político. Essa escolha protege facções que controlam territórios e desafiam a soberania nacional.


O Judiciário reforça esse cenário com decisões lenientes. Traficantes flagrados com grandes quantidades de drogas retornam às ruas. Processos são anulados por formalismos. A punição se dissolve. O combate ao crime perde eficácia. A autoridade do Estado se esvazia.


A soma dessas omissões do Executivo do Legislativo e do Judiciário acelera o colapso. O crime organizado assume funções de poder. Impõe regras. Controla comunidades. Substitui o Estado. Esse processo já destruiu países vizinhos. O mesmo destino aguarda o Brasil se nada mudar.


A democracia brasileira não será destruída por tanques nas ruas. Ela se dissolve pela erosão institucional contínua. O Estado perde o monopólio legítimo da força. O tráfico ocupa o vazio. O poder paralelo se normaliza.


A reversão exige ação imediata. Endurecimento legislativo real. Classificação das facções como organizações terroristas. Atuação firme do Judiciário. Presença estatal efetiva nos territórios dominados pelo crime. A omissão produz um único resultado. Um país refém de seus algozes.



 
 
 

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