Mais Médicos: um braço do Foro de São Paulo para financiar a ditadura cubana
- Rogério Mazzetto Franco
- 23 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de fev.
O programa Mais Médicos surgiu em 2013 sob o governo Dilma Rousseff como promessa de solução para a carência de profissionais de saúde no interior do Brasil. A propaganda oficial apresentou o projeto como gesto de solidariedade internacional e cooperação humanitária. A realidade sempre revelou um arranjo político destinado a sustentar a ditadura cubana e a fortalecer o projeto continental do Foro de São Paulo.
O funcionamento do programa seguiu um modelo conhecido. Médicos cubanos vieram ao Brasil enquanto a maior parte dos salários pagos pelo governo brasileiro foi retida pelo regime de Havana. Estimativas consistentes apontam para a apropriação de setenta a oitenta por cento dos valores. O Brasil financiou diretamente a máquina repressiva cubana. Os profissionais receberam apenas uma fração do pagamento e viveram sob vigilância constante, restrição de direitos e controle político. Diversos médicos desertaram e denunciaram perseguição, cerceamento de liberdade e condições incompatíveis com a dignidade humana.
O Mais Médicos operou como instrumento político. O Foro de São Paulo, criado em 1990 por Lula e Fidel Castro, construiu uma rede de sustentação entre governos e regimes de esquerda da América Latina. O envio de médicos integrou essa engrenagem. Recursos brasileiros sustentaram o regime cubano enquanto o lulismo consolidou alianças ideológicas e apoio internacional. O discurso sanitário serviu como cobertura para um acordo de financiamento político.
Enquanto a população acreditava receber uma política pública de saúde, bilhões de reais foram canalizados para um governo que reprime sua população, censura a imprensa e mantém presos políticos. O programa fortaleceu uma ditadura estrangeira sob o pretexto de atender os mais pobres.
A fragilidade da narrativa humanitária ficou evidente com as revogações de vistos anunciadas em 2025. Entre os atingidos estiveram Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, figuras centrais na execução do programa. Familiares de Alexandre Padilha, então ministro da Saúde e articulador do Mais Médicos, também foram alcançados pela medida. O gesto tardio confirmou a existência de irregularidades graves e o caráter político do projeto desde a origem.
A análise retrospectiva conduz a uma conclusão direta. O Mais Médicos funcionou como operação de financiamento ideológico. O Brasil foi usado como fonte de recursos para sustentar uma ditadura estrangeira e reforçar a engrenagem internacional do Foro de São Paulo. A saúde pública serviu como instrumento de propaganda e submissão política.
O discurso de cuidado com os pobres mascarou um projeto de poder. O custo recaiu sobre a democracia e sobre a liberdade nacional. O Mais Médicos simboliza o uso cínico de uma necessidade real para atender interesses autoritários. O povo brasileiro merecia médicos livres e qualificados. Recebeu um teatro político montado para fortalecer ditaduras.




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