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A Guerra de Narrativas: Como a Informação se Torna Arma Estratégica

  • Foto do escritor: Rogério Mazzetto Franco
    Rogério Mazzetto Franco
  • 26 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

A máquina de propaganda nazista, comandada por Joseph Goebbels, tinha como objetivo central manipular percepções e moldar a opinião pública por meio de narrativas cuidadosamente construídas. O nazismo utilizava todos os meios disponíveis — rádio, cinema, jornais e cartazes — para repetir incessantemente uma mensagem simples e emocionalmente carregada, sempre transformando o inimigo em um “demônio absoluto” e apresentando o regime como o único defensor da verdade e da justiça. A repetição, a simplificação e o apelo emocional eram suas principais armas.


O major Rafael Rozenszajn, em seu livro “A Guerra da Informação”, mostra como esse mesmo modus operandi é atualizado nos dias de hoje. O Hamas, assim como o nazismo no passado, compreendeu que a guerra moderna não se trava apenas no campo de batalha, mas também no campo da percepção. Ao manipular imagens, difundir números inflados de vítimas e distorcer fatos, o grupo cria uma narrativa vitimista que desvia a atenção de seus atos de terror e projeta sobre Israel a imagem de opressor cruel.


Nesse ponto, surge o papel da esquerda mundial e do movimento globalista: eles se tornam os veículos que ecoam essa narrativa falsa. Figuras públicas como Greta Thunberg e o ativista brasileiro Thiago Ávila — que participou de uma tentativa de desembarque “humanitário” na costa de Gaza ao lado dela — funcionam como amplificadores da propaganda do Hamas, ajudando a consolidar a percepção internacional de que os terroristas seriam mártires ou defensores dos fracos.


Assim como os nazistas dependiam de simpatizantes no exterior para propagar suas ideias, o Hamas hoje encontra na esquerda internacional um exército de repetidores de suas distorções. A lógica é a mesma: usar a opinião pública mundial como arma de pressão política, desgastar a imagem do inimigo e tentar vencer no campo da narrativa o que não conseguem alcançar no campo militar.


No Brasil, essa engrenagem encontra eco. O governo Lula, alinhado a ditaduras e regimes que hostilizam Israel, contribui diretamente para esse ambiente de distorção. Ao se posicionar em fóruns internacionais de forma ambígua – ou mesmo acusatória contra Israel – o governo reforça as narrativas que alimentam o antissemitismo.


Mais do que uma posição diplomática, trata-se de um discurso que legitima preconceito. Quando o presidente da República coloca Israel no banco dos réus, minimizando os crimes do Hamas e relativizando o direito de defesa de um Estado soberano, o resultado é a naturalização do ódio contra os judeus dentro do Brasil.

Essa retórica não é inofensiva. Ela ecoa nas universidades, na mídia e nos movimentos sociais, criando um ambiente fértil para o ressurgimento de preconceitos históricos que deveriam ter sido sepultados após os horrores do Holocausto.


Esse paralelo evidencia que a guerra da informação, tão bem denunciada por Rozenszajn, é hoje uma das principais estratégias de grupos terroristas, fortalecida pela conivência e pelo apoio ideológico da esquerda global.



 
 
 

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