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Por Que Indecisos, Religiosos, Pais, Empresários e Pequenos Empreendedores Não Podem Votar na Esquerda

  • Foto do escritor: Rogério Mazzetto Franco
    Rogério Mazzetto Franco
  • há 5 minutos
  • 5 min de leitura

שִׁוִּיתִי יְהוָה לְנֶגְדִּי תָּמִיד

O Que os Indecisos Precisam Compreender


A esquerda possui uma visão de mundo incompatível com a de quem tem fé, produz riqueza ou simplesmente deseja viver com liberdade. Ao longo do último século, observadores atentos em diversos países identificaram no esquerdismo uma tendência recorrente de concentrar poder no Estado, enfraquecer instituições tradicionais e transformar cidadãos livres em dependentes do governo. Não se trata de uma opinião isolada nem de um episódio circunstancial. Trata-se de um padrão histórico observável, repetido em diferentes épocas e sob diferentes regimes.


O eleitor indeciso costuma ser o alvo preferencial da retórica esquerdista. O discurso é sempre sedutor. O Estado resolverá as desigualdades, reorganizará a economia e corrigirá as injustiças históricas. O problema é que essa promessa raramente resiste ao teste da realidade. A experiência de inúmeros países demonstra que governos excessivamente intervencionistas tendem a produzir burocracias crescentes, gastos públicos descontrolados, máquinas estatais inchadas e populações cada vez mais dependentes do poder político. O que começa como promessa de proteção frequentemente termina como ampliação do controle estatal sobre a vida dos cidadãos.


Nenhuma estrutura política é capaz de substituir a responsabilidade individual, a liberdade econômica e a força das instituições que a sociedade construiu ao longo de gerações. Governos possuem limites. Projetos que prometem resolver todos os problemas nacionais merecem, no mínimo, prudente desconfiança.


Por Que os Religiosos Devem se Preocupar


A tensão entre o esquerdismo e a religião não é acidental. Ela é estrutural e se manifesta em três dimensões que o eleitor de fé não pode ignorar.


A primeira é histórica. Karl Marx descreveu a religião como o “ópio do povo”, entendendo que ela adormecia as consciências em vez de estimular a transformação revolucionária. Essa visão influenciou profundamente diversos movimentos de esquerda ao longo do século XX, que passaram a enxergar as instituições religiosas como obstáculos aos seus projetos de transformação social.


A segunda dimensão é política. A religião estabelece uma autoridade moral que não depende do Estado. Igrejas e comunidades de fé possuem princípios próprios, formam consciências e impõem limites éticos ao poder político. Enquanto a religião permanecer como referência moral autônoma, funcionará como freio às pretensões do poder.


A terceira dimensão é moral e cultural. Os conflitos entre pautas defendidas pela esquerda e os valores religiosos aparecem de forma concreta em temas como família, sexualidade, educação dos filhos, aborto e identidade de gênero. Milhões de religiosos ao redor do mundo percebem nessas questões incompatibilidades profundas com suas convicções mais fundamentais.


Cabe mencionar ainda a chamada Teologia da Libertação, corrente que buscou aproximar o cristianismo da esquerda por meio da incorporação de categorias marxistas, especialmente a luta de classes. Ao reduzir a mensagem espiritual do Evangelho a uma interpretação predominantemente política e terrena, essa corrente foi alvo de advertências formais do próprio Vaticano.


A conclusão é clara. A esquerda não precisa declarar hostilidade aberta à religião para representar um risco à fé. Basta tratar a religião como um entrave ao modelo de sociedade que pretende construir. Uma sociedade que enfraquece suas raízes religiosas não se torna mais livre. Apenas substitui princípios morais permanentes por ideologias transitórias e interesses políticos circunstanciais.


Por Que os Pais Devem Estar Atentos


Os pais também possuem razões legítimas para olhar com cautela para os projetos políticos inspirados pelo esquerdismo. A educação dos filhos sempre foi uma responsabilidade primária da família. A escola existe para transmitir conhecimento, desenvolver habilidades e complementar a formação recebida em casa.


Entretanto, em muitos ambientes educacionais, especialmente em determinados setores das escolas e universidades, observa-se a crescente presença de materiais, atividades e abordagens influenciados por agendas ideológicas. Em diversos casos, temas sensíveis relacionados à sexualidade, identidade de gênero e valores morais são apresentados aos alunos segundo uma única perspectiva, frequentemente sem a participação efetiva dos pais e sem respeito à pluralidade de convicções existentes na sociedade.


Essa influência não se limita às salas de aula. Ela também pode ser observada em determinados livros, projetos pedagógicos, atividades culturais e obras de literatura infantil e juvenil adotadas por algumas instituições de ensino. Muitas vezes, assuntos que envolvem sexo, identidade de gênero e questões morais complexas são introduzidos precocemente às crianças e aos adolescentes, não como objeto de reflexão plural, mas como conteúdos apresentados sob um único enquadramento ideológico.


Independentemente da posição que cada pessoa tenha sobre esses temas, cabe aos pais decidir quando, como e de que forma seus filhos devem ser introduzidos a assuntos tão delicados. Questões dessa natureza envolvem crenças morais, religiosas, filosóficas e familiares profundas. Por isso, devem permanecer, em primeiro lugar, sob a responsabilidade daqueles que receberam a missão de educar e formar seus filhos.


Uma sociedade verdadeiramente livre respeita o papel dos pais na formação intelectual, moral e espiritual de seus filhos. Quanto mais o Estado, suas burocracias e suas estruturas ideológicas avançam sobre esse espaço, mais enfraquecida se torna a família, que é a primeira e mais importante instituição de qualquer civilização saudável.


O Que os Empresários Sabem na Prática


A prosperidade econômica nasce de indivíduos dispostos a investir, assumir riscos, criar empresas e gerar empregos. O esquerdismo costuma encarar esse processo com desconfiança. Frequentemente vê o lucro como algo suspeito, o empresário como potencial explorador e o Estado como o verdadeiro organizador da vida econômica.


Quando a carga tributária aumenta, a burocracia se multiplica e a insegurança jurídica cresce, o ambiente de negócios se deteriora. O capital procura ambientes mais favoráveis, os investimentos recuam e o crescimento econômico perde força. A riqueza não nasce nos gabinetes governamentais. Ela surge do trabalho produtivo, da inovação, da poupança e da liberdade econômica.


O Estado pode redistribuir riqueza existente, mas jamais produzir prosperidade sustentável sem uma base produtiva forte, dinâmica e livre.


Por Que os Pequenos Empreendedores Pagam a Conta


Ninguém sente os efeitos da expansão estatal de forma tão imediata quanto o pequeno empreendedor. Grandes corporações possuem departamentos inteiros para lidar com regulamentações complexas. O pequeno empresário enfrenta esse peso sozinho, com recursos limitados e margens reduzidas para erros.


O imposto é a manifestação mais direta dessa pressão. Ele retira recursos que poderiam ser utilizados para investir, contratar, expandir ou inovar. Quando a carga tributária cresce sem controle, o empreendedor passa a trabalhar cada vez mais para sustentar o Estado e cada vez menos para fortalecer o próprio negócio.


Os investimentos diminuem porque sobra menos capital para crescer. As contratações recuam porque os encargos tornam o custo da mão de obra excessivamente elevado. Os preços sobem porque os custos são repassados ao consumidor. A informalidade cresce porque muitos negócios passam a lutar apenas pela sobrevivência. A competitividade desaparece porque empresas brasileiras já enfrentam burocracia excessiva, infraestrutura precária e crédito caro.


Existe ainda um efeito que ultrapassa a mera contabilidade. Tributos elevados transferem recursos da economia produtiva para a máquina estatal. O dinheiro que poderia financiar empregos, negócios e oportunidades passa a sustentar estruturas burocráticas cuja eficiência frequentemente é questionada.


Uma Escolha Sobre Liberdade


No fundo, a crítica ao esquerdismo não é apenas econômica nem apenas cultural. Ela nasce de uma divergência mais profunda sobre a natureza da sociedade e sobre a finalidade do poder político.


O conservadorismo entende que famílias, comunidades, tradições, instituições religiosas e iniciativa privada constituem os pilares que sustentam uma civilização livre, estável e próspera. O esquerdismo deposita expectativas excessivas na capacidade transformadora do Estado, esvaziando progressivamente os espaços que separam o indivíduo do poder político e tornando cada cidadão mais dependente, mais controlável e menos livre.


Essa não é uma divergência meramente teórica. É uma escolha concreta. E ela se manifesta, entre outros momentos decisivos, nas urnas.



 
 
 

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